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Portfolio: O que seu cliente quer ver no seu!
Postado por em ago 30, 2011 sob as tags Design, Featured Articles | 4 comments
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De todos os ditados existentes na imensidão do mar dos ditados populares, acho que nenhum é tão verdadeiro quanto o que diz ser impossível agradar gregos e troianos. Vai ter sempre um espírito de porco que vai criticar seus jobs, suas roupas, o som que você gosta, enfim, sempre vai ter um porém.

Se você está se perguntando: “What catso isso tem a ver com design?”, a resposta vem agora. Tudo. Mais especificamente no que diz respeito a designers e de seus portfolios. O que se vê é muita gente fazendo sites mirabolantes e cheios de firula somente para mostrar para seus colegas de agência, para encher seu próprio ego e para encher o saco daquele seu amigo que vai ter que deixar de beber cerveja no final de semana para quebrar aquele galho fazendo aquela classe monstro em Actionscript 3 para tornar realidade todos os malabarismos que sua mente criativa e insana pensou.

Neste caso você estaria agradando os troianos, mas se esquecendo de quem paga suas contas (o cliente) que neste post será referido como grego. (por que convenhamos, mais cedo ou mais tarde, todo cliente põe as asinhas de fora e se transforma num verdadeiro presente de grego…rs).

Abaixo segue uma curta, porém sucinta lista de dicas para você fazer aquele portfolio que vai fazer os olhinhos do seu cliente brilharem de alegria ao te contratar.

 

 

Estilo

Estilo

Ter ou não ter, eis a questão. Ter um estilo próprio foi uma coisa que persegui e ainda persigo na minha carreira. Ter aquela marca, fazer aquele tipo de trabalho que as pessoas sabem de quem é só de bater o olho.

Depois de muito tempo na convivência de grandes ilustradores brasileiros e muita conversa, percebi algo que pode ser útil não somente na ilustração mas em outros ramos criativos. Não ter um estilo próprio, também é ter um estilo. Meio contraditório, mas vou tentar explicar.

Alguns clientes já tem em mente o que querem para determinado job. Eles já sabem o que precisam. Eles vão em busca daquele profissional especializado em criar peças retro por exemplo, ou podem precisar de alguém que seja ótimo em layouts minimalistas. O profissional especializado sempre será buscado por aquele tipo de trabalho.

Outro caso, que creio ser bem mais comum, é o cliente que não faz a menor idéia do que ele quer. Neste caso, se você é um designer que não tem estilo definido, ou seja, é mais versátil, pode se sobressair.

O fato é que você deve deixar isso claro no seu portfolio e levar em consideração o que te faz feliz. Se você fazia algo há 10 anos atrás e não tem a menor vontade de continuar fazendo, há de concordar que não deveria deixar esta peça disponível para o grande público.

Utilizando o exemplo da ilustração. Vou citar 4 TOP ilustradores brasileiros: Anna Anjos, Joana Lira, Montalvo Machado e Renato Alarcão. Coincidentemente podemos dividi-los em dois grupos, que não é por meninos e meninas mas sim pelo estilo do trabalho apresentado. Enquanto a Anna e a Joana tem um estilo bem definido de trabalho e isso conseqüentemente gera clientes pedindo aquele tipo de trabalho, o Montalvo e o Renato detonam fazendo peças dos mais variados tipos.

O parágrafo anterior não quis comparar os ilustradores e sim mostrar que o mercado pede e precisa desses dois tipos de profissional e você tem que deixar isso claro em seu portfolio. Não adianta enchê-lo de peças que não tenham nada a ver com o que você está afim de fazer. Isso é o mais importante para se ter em mente na escolha das peças.

 

 

Data

Data

Parece um conselho óbvio, talvez até bobo eu diria, mas é importante você colocar a data nos jobs que você fez. Não adianta nada se o último job do seu portfolio é aquele website repleto de GIFs animados que você fez no curso “Seja um webmaster em 7 dias”, no ano de 1995. Você deve mostrar para seu cliente que você está atualizado e antenado nas últimas tendências tendências.

No caso de agências é importante uma ordem cronológica dos jobs para poderem analisar sua evolução.

Se você estiver um tempo sem fazer jobs interessantes ou trabalha full-time em um lugar que só te passa jobs horrendos, meu conselho é: mexa-se! Crie para você mesmo, faça uma ilustração, um site, um hotsite, etc. Talvez um template para um blog. Você adora o que faz certo? Então qual o problema de investir 4 horinhas do seu sábado ou de um dia a noite para dar um up no seu portfolio e se atualizar, ahm?

 

 

Ferramentas

Ferramentas

Pense no seguinte: pode ser que a pessoa que te contrate, não seja expert no que você faz. Na verdade é bem provável que não seja. Talvez ela possa ter escutado em uma conversa: “Para você fazer o layout do seu website você precisa de alguém que mexa com Photoshop” ou “Isso você só vai conseguir se for feito em PHP”. Com certeza essa pessoa não vai ter a menor idéia das ferramentas que você domina, só olhando um thumbs ou vendo uma foto do seu trabalho.

Normalmente as pessoas colocam junto com a apresentação pessoal, quais são suas habilidades. Já vi até algumas apresentações como se fossem um game ou cards de RPG, onde a pessoa coloca uma barra de energia para cada um de seus skills.

Na minha opinião, é válido colocar em cada sob as ferramentas utilizadas em cada trabalho. Não precisa ser um texto bíblico a respeito, apenas mencionar quais ferramentas você domina já é uma boa idéia.

 

 

Foco

Foco

Conhece a frase “Quando tudo é importante, nada é importante”? Adaptaria esta frase para “Quando você faz tudo, você não faz nada direito”. Eu sofri por bastante tempo com essa vontade de abraçar o mundo.

Minha primeira formação é como programador e a formação de designer gráfico veio depois.
Domino alguma linguagens de programação e durante muito tempo criava e programava. No meu currículo, na sessão de “Habilidades” tinha uma lista imensa de linguagens de programação, e hoje, quando a vejo, penso que nem eu tenho paciência para ler tudo aquilo. Imagina a pessoa de RH de uma agência ou o próprio cliente?

Por mais que você seja habilidoso em vários softwares ou desenvolva vários tipos de trabalho, aconselho que escolha o que realmente goste ou queira fazer da sua vida e foque seu portfolio no que realmente interessa. Tenha certeza que isso vai te render jobs melhores e também fará com que você melhore gradativamente no que será seu expertise de verdade.

Designers iniciantes e frelas costumam querem abraçar todo o processo de criação, visando apenas ganhar mais dinheiro. Fazem arquitetura, atendem, criam e programam. Poucos colocam na balança o preço do tempo que você perderá fazendo uma tarefa que não é seu forte e não é seu foco profissional.

Uma dica para quem executa mais de um tipo de serviços exemplo sites, logos e papelaria. Eu costumo ter alguns PDFs mais específicos. Por exemplo: sites de compra coletiva, landing pages, logotipos. As vezes a peça não está no portfolio, por qualquer motivo que seja, como quantidade excessiva de jobs, ou a qualidade não é das melhores. Mas um cliente pode precisar de um tipo específico de sob e neste caso aquele trabalho pode ser relevante. Ter trabalhos divididos por categoria para poder rapidamente enviar quando solicitado é uma saída.

 

 

Objetivo

Objetivo

Você não pode vender seu design simplesmente dizendo: “Esta homepage é assim por que eu achei muito bonita”. Isso deveria ser óbvio, mas tendo em vista a grande quantidade de jobs que se vê por ai sem objetividade nenhuma, apenas para ser bonito e impressionar os amigos, creio que seja bom relembrar isso.

Se você entrar em sites como Logopond por exemplo. Você vê logos criativos com nomes bem improváveis. Será que era um job mesmo? Quantos desses caras tem link de verdade? Fazer algo bonito sem um propósito não é design, é arte.

Seu cliente quer algo bonito, mas a cabeça dele processa mais números (resultado) do que tipografia, cores, etc. É uma boa idéia contextualizar o job. Talvez um trecho curto do briefing ou um texto contando qual era o problema do seu cliente e por que sua decisão foi a melhor para o negócio dele, seja muito útil para seu cliente chegar a brilhante conclusão de que você é “o cara” para o trabalho dele.

 

 

Atualização

Atualização

É comum entre nós, profissionais de criação, ouvir o seguinte diálogo:

- Qual o endereço do seu portfolio?
- Ah, é www.x.com mas faz muito tempo que não atualizo. Sabe como é, em casa de ferreiro o espeto é de pau.

Pois é nesse caso, é bem provável que seu cliente procure o marceneiro então.
Se você não dedicou o tempo e não teve o cuidado com seu próprio trabalho, por que seu cliente deve acreditar que com o job dele será diferente? Preocupe-se em manter seu portfolio sempre atualizado, tanto nos trabalhos quanto nas informações de contato.

 

 

Um portfolio bem feito

Portfolio

Tenho que dizer que as pessoas que te falaram: “Um livro não é julgado pela capa” , mentiram pra você. As pessoas vão sim te julgar pela qualidade gráfica de seu portfolio. Não basta que ele seja apenas bonito, ele tem que ser bem feito. Seu cliente certamente pensará que se você descuida com seu próprio site, fará o mesmo com o job dele.

Não estou apenas dizendo o básico e o que já deveria ser óbvio, que o visual do seu site tem que estar chuchu beleza. Quero dizer que você deve ter atenção redobrada com erros de português e de digitação, links quebrados, imagens faltando, etc.

Uma boa tática é assim que o site for para o ar e antes de sair soltando o link a 4 ventos, passe para seus amigos de confiança. Não passe apenas para os designers e pessoas do meio. Passe para alguém que não manje nada do assunto (alguém ai pensou na própria mãe? rs). Essa pessoa com certeza terá mais o perfil do seu cliente do que seus amigos e estará mais apta a encontrar falhas ou mesmo ter sugestões valiosas para seu portfolio.

Uma outra coisa que vale ser mencionada, não só aqui, mas em qualquer discussão sobre design, é a célebre frase de Milton Glaser: “O suficiente é mais”. O menos pode te causar problemas enquanto que, informações demais, elementos demais podem confundir o cliente. Tente ser o mais simplista possível. Deixe que as peças do seu portfolio sejam as grandes estrelas do seu site.

Há um caso de pessoas que estejam começando na profissão e tenham poucas peças para colocar no portfolio, que acho válido que utilize o espaço para demonstrar alguma habilidade extra, como ilustrar ou programar. Mas tudo isso tem que ser utilizado com bom-senso.

 

 

Divulgue

Divulgue

Ok. Conselhos ouvidos (ou melhor, lidos), seu portfolio está supimpa e pronto para brilhar. Mas…. ainda falta um detalhe importante. Você precisa divulgá-lo.
Há algumas maneiras simples de se fazer isso:

1 – Tenha sempre um cartão de visitas com seus dados mais relevantes: portfifa, telefone, email, blog, twitter, etc.
2 – Assim como seu portfolio on-line, o cartão não vai se entregar sozinho. Vá a eventos, workshops, palestras, etc. Se envolva e amplie sempre seu network. Uma imagem só vale mais do que mil palavras se as palavras não forem a indicação de alguém. rs
3 – Crie um blog.
4 – Use as redes sociais a seu favor. Tweet links relevantes e crie uma página com seu trabalho no Facebook.
5 – Tenha uma assinatura de e-mail personalizada.
6 – Sempre responda e-mails o mais breve possível.
7 – Neste post » ONDE DIVULGAR SEU PORTFOLIO NA INTERNET você encontra alguns sites que podem divulgar sue trabalho.

Espero que tenha sido de alguma ajuda para àqueles que estão ai batalhando por um lugar ao sol.
Abaixo segues outros links de referência:

http://www.freelanceapple.com/a-sexy-portfolio-the-key-to-pulling-clients/

http://freelanceswitch.com/finding/build-a-killer-online-portfolio-in-9-easy-steps/

http://www.noupe.com/design/10-things-clients-look-for-in-a-design-portfolio.html

 

 

 

 



Sobre o autor

Tiago Pimentel

Estudei design gráfico na EPA e por uma ironia do destino, me tornei diretor de arte digital. Também sou ilustrador e músico, trabalho na Jazz Digital e sou adicto a links interessantes e todas as coisas boas da vida: fotografia, moda, cinema, viagens, arte, cultura, internet. Além disso dedico meu tempo livre às artes plásticas. Entre em contatos através das redes sociais, Facebook, Twitter, etc. Os links estão no MeAdiciona: www.meadiciona.com.br/tiagopimentel

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4 Respostaspara ““Portfolio: O que seu cliente quer ver no seu!”

  1. André Luis disse:

    Opa, excelente esse post hein, dicas realmente muito boas, vou dar uma revisada no meu portifa creio ter muita coisa pra melhorar por lá.

  2. admin disse:

    Olá André, tudo bom?
    Ficamos felizes que tenha curtido.

    O lance de revisar o portifa é importante. Mesmo tendo escrito o post, tenho certeza que se der uma olhada mais com calma no meu próprio portfolio vou encontrar algumas coisas que deveriam ser melhoradas. Sempre dá para fazer melhor. O lance é só não cair naquela armadilha do “ótimo é inimigo do bom”.

    [ ]s

  3. Gabriela disse:

    “Fazer algo bonito sem um propósito não é design, é arte. ”

    Acho que esta afirmação está bem desatualizada…há muito tempo que Arte não é fazer algo bonito…e a Arte tem sim seu propósito…passa um ideal, leva a reflexão, tornar o homem uma pessoa melhor…Nem artesanato, cujos artesões algumas vezes não tem embasamento teórico, é sem propósito… O que diferencia Arte e Design é apenas o final do produto…enquanto um é voltado pra consumo da massa(design), a outra atinge um público mais seleto…

    Sei lá…adorei o post, mas me incomodou esta afirmação ai…
    Abraço

  4. Ola Gabriela, tudo bem?

    Primeiramente obrigado pelo comentário. Sempre bom quando as pessoas dizem o que pensam.

    Na verdade, talvez eu tenha se expressado mal. Lógico que a arte PODE ter um propósito, meu ponto é que, como artista plástico e designer eu creio que posso falar disso com certa propriedade.

    Se eu chegar em casa, cansado de uma dia årduo de trabalho, resolver ir pro meu ateliê, pegar uma tela, e mandar ver um monte de tinta nela, no melhor estilo Pollock e depois colocar fogo, só por que isso me deixa feliz… esse ato não teria nenhum propósito e ainda assim algum dia um merchand imbecil poderia achar aquilo lindo e vender… dizendo que é arte….

    Se no mesmo cenário, eu abrir o Photoshop, pegar brushes aleatórios, e mandar ver no canvas, eu de forma alguma terei um logo, ou um cartaz e nem mesmo um hotsite.

    De qualquer maneira lendo agora o que escrevi antes, realmente deu a impressão de que eu desmereci os artistas plásticos e longe de mim querer fazer isso.

    Em resumo… a arte pode ser despretensiosa, o design não.

    Ótima noite e obrigado mais uma vez. Ia adorar ter mais leitores/leitoras como você.

    [ ]s

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